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O HOMEM CUJA HISTÓRIA ERA INESPLICÁVEL

Era uma vez um homem chamado Mojud. Ele vivia numa cidade onde havia conseguido um emprego como pequeno funcionário público, e tudo levava a crer que terminaria seus dias como Inspetor de Pesos e Medidas.

Um dia, quando estava caminhando pelos jardins de uma antiga construção próxima à sua casa, Khidr, o misterioso guia dos sufis, apareceu para ele, vestido em um verde luminoso e lhe disse:

"Homem de brilhantes perspectivas! Deixe seu trabalho e se encontre comigo na margem do rio dentro de três dias".

E, assim dizendo, desapareceu. Excitado, Mojud procurou seu chefe e lhe disse que ia partir. Todos na cidade logo souberam desse fato e comentaram:

"Pobre Mojud, deve ter ficado louco". 

Mas como havia muitos candidatos a seu posto logo se esqueceram dele. No dia marcado Mojud encontrou-se com Khidr, que disse:

"Rasgue suas roupas e se jogue no rio. Talvez alguém o salve".

Mojud obedeceu, embora se perguntasse se não estaria louco. Mas, como ele sabia nadar, não s…

ISSO TAMBÉM PASSARÁ

Era uma vez, em um país não muito distante daqui, havia um rei poderoso, governante de muitos domínios. Mas, ele sentia-se um pouco confuso... Então chamou os sábios do reino e disse: "Embora eu não saiba o motivo, algo me impele a buscar algo que me dê força e equilíbrio”.
Os sábios ficaram sem entender o significava das palavras do rei e foram se aconselhar com um Sufi.
Depois de escutar atentamente o que os sábios lhe disseram, o Sufi tirou um anel do dedo e disse:"Entregue esse anel ao rei, sob a pedra do anel há uma mensagem oculta que não deve ser lida por curiosidade apenas, pois assim perderá o seu significado. somente deve ser lida em situação de verdadeira necessidade; quando o momento for de desespero, impossível de ser tolerado. Quando houver confusão total, indefeso, sem saída."
O Rei recebeu o anel e ouviu atentamente as instruções transmitida aos sábios.
Certo dia houve uma rebelião naquele reino e o castelo foi tomado pelos inimigos do rei. Não lhe restou al…

NASRUDIN E OS SÁBIOS

Filósofos, lógicos e doutores em direito, reuniram-se na corte para interrogar o Mulá Nasrudin. Era um caso muito sério, pois Nasrudin havia admitido ter ido de aldeia em aldeia e afirmando que, "os pretensos homens sábios são ignorantes, irresolutos e confusos."

Ele estava sendo acusado de debilitar a segurança do Reino.
"Você pode falar primeiro Mulá", disse o rei.   
"Tragam papéis e lápis", disse o Nasrudin "e seja distribuído para os primeiros sete eruditos".
O material foi distribuído para cada um deles. 
"Que cada um, separadamente, escreva uma resposta para a seguinte pergunta: o que é pão?".  
Depois de algum tempo, os papéis foram entregues ao rei, que os leu em voz alta.  O primeiro estava escrito: "Pão é um alimento." O segundo: "farinha e água." O terceiro: "uma dádiva de Deus." O quarto: "Pão é massa assada." O quinto: "mutável, de acordo com o que se quer dizer com pão."  O …

O Anjo e o Homem Caridoso

Era uma vez, um ermitão que havia passado muitos anos em contemplação e isolamento, esse velho homem recebeu a visita de uma criatura celestial. Sentiu que havia chegado o resultado de sua austeridade e a confirmação de que estava progredindo no caminho da santidade.

“Ermitão”, disse o anjo, “deves ir dizer a certo homem caridoso que foi decretado pelo Altíssimo que, em virtude de suas boas obras, morrerá, exatamente dentro de seis meses e será levado diretamente ao paraíso”.
Maravilhado, o ermitão correu a casa do homem caridoso.
Este, depois de ouvir a mensagem, imediatamente aumentou suas obras, esperando poder ajudar mais pessoas, mesmo que já lhe tivessem prometido o paraíso.
Mas, passaram-se três anos e o homem caridoso não morreu. Continuou seu trabalho.
O Ermitão, porém, sentindo-se frustrado, porque sua predição não havia dado certo; aborrecido, porque afinal, parecia haver sofrido uma alucinação; magoado, já que as pessoas o apontavam na rua como falso profeta, que fingia recebe…

O fim do mundo

Os vizinhos de Nasrudin, de olho grande no seu gorducho cordeiro, ficavam tentando fazê-lo matar o animal para servi-lo num banquete. Plano após plano, todos falharam, até que um dia convenceram-no que o fim do mundo chegaria em vinte e quatro horas. 
"Nesse caso", disse o Mullá, "o melhor a fazer é comer o cordeiro."  Então, o banquete foi servido.
Após a comilança, tiraram seus casacos e tiraram um cochilo. Algumas horas se passaram e, os convidados ao acordarem, descobriram que Nasrudin havia jogado suas roupas na fogueira, queimando-as todas.
Explodiram numa onda de raiva. Mas, Nasrudin manteve a calma:
"Meus irmãos, amanhã o mundo vai acabar, lembram-se? para que então necessitam de suas roupas?"

Maracá curumin

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WdMuuOtabBQ#!

Nasci nesse rio
Foi o canto das águas
Que me fez cantador
Iara mãe d`'agua na cachoeira
Me ensinou como se canta amor
Passarada cantarola maracá já sai da toca
Que amanhã surgiu
Clareou lusil
Feriu boto na tocaia levou ferrão de arraia
Na beira do rio
Pescador sumiu
Lá da mata vem um grito
Indio tá aflito
Salve o indio que é voce
Indio quer viver
Carajás e Guajajaras
Ianomamis Amazônia nossa mãe gentil
Tocantins Brasil
Te tocantins Brasil
Te toca antes Brasil
Passarada cantarola maracá já sai da toca...

(Carlinhos Veloz)
One day Mullah Nasruddin wished to learn playing zurna (a kind off shrill pipe) and visited a zurna player.

"How much does it cost to learn playing zurna? asked Mullah Nasruddin".

"Three hundred akche (coin) for the first lesson and one hundred akche for the next lessons, asked zurna player".

"It sounds good, replied Mullah Nasruddin. We may start with second lesson. I was a shepherd when I was a young boy, so I already had some whistle experiences. It must be good enough for first lesson, isn't it?".