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Mostrando postagens de 2009

A História de Yunus Emré.

Yunus Emré, em tempos muito antigos, inventou cantos mais duráveis que a memória de sua própria vida. Foi também um incansável buscador da verdade. Aos vinte e oito anos, ou talvez mais jovens ainda, veio-lhe ao coração uma avidez pelo conhecimento que o levou pelos caminhos do mundo.
Ele partiu na esperança de que esta sede de saber o conduzisse a um mestre que o iluminasse. Esse mestre foi-lhe dado encontrar depois de dez anos de errância miserável, no grande vento de uma colina, em plena estepe da Anatólia. Chamava-se Taptuk e era cego.

Taptuk também havia viajado muito, mas por caminhos diferentes dos de Yunus. Adolescente ainda, raspou sua cabeça e sobrancelhas e vestindo um gorro de feltro vermelho foi combater invasores mongóis. Atravessou tantas derrotas quanto efêmeras vitórias. Cavalgou com o sabre entre os dentes, perseguindo homens tão loucos quanto ele.

Odiou, pilhou, matou, cem vezes perdeu e encontrou sua alma no furor dos combates, até que finalmente o silêncio se abateu…

O Cavalo Mágico

Era uma vez, não faz muito tempo, um reino cujos habitantes eram extremamente prósperos. Tinham feito toda espécie de descobertas a respeito do crescimento das plantas, da colheita e da conservação de frutos, da manufatura de objetos para vender a outros países, e de muitas outras artes práticas.
Seu soberano era possuidor de uma sabedoria incomum. Incentivava novas descobertas e toda espécie de atividades, pois sabia das vantagens que traziam para seus súditos.
O rei tinha um filho chamado Hoshyar, perito no uso de estranhos aparelhos, e outro chamado Tambal, sonhador, que parecia estar interessado somente naquelas coisas que o povo achava de pouco valor.
De tempos em tempos, o rei Mumkin, assim se chamava o soberano, mandava arautos divulgar que:
"Todos aqueles que tiverem invenções notáveis e artefatos úteis, levem-nos ao palácio, onde serão examinados, de modo que seus inventores sejam devidamente recompensados".
Acontece que naquele país havia dois homens, um ferreiro e um m…

O PRÍNCIPE, O MESTRE E A ÁGUIA

Era uma vez uma rainha cujo marido havia morrido quando seu filho tinha somente cinco anos. Ela foi então nomeada regente do reino até que seu filho completasse 18 anos e fosse capaz de governar.
O único defeito da rainha era que amava demasiadamente seu filho, Hasan, e lhe permitia fazer qualquer coisa que desejasse. E assim, apesar de ser uma boa monarca, o seu filho ficava mais e mais teimoso e cheio de caprichos à medida que crescia.
Um dia a rainha chamou o seu grão-vizir e lhe disse:
“Diga-me francamente, o que posso fazer com meu filho? É insolente, orgulhoso e muito difícil de controlar. O que posso fazer para corrigir os seus defeitos agora, antes que seja demasiado tarde?”
O grão-vizir respondeu:
“Coloque o príncipe aos cuidados de um mestre, assim ele poderá adquirir sabedoria.”
“Onde há um mestre que possa ajudar meu filho?”
“Neste momento encontra-se na cidade um velho homem sábio que dirige Al Azar, a universidade do Islã. Irei falar-lhe, direi que o príncipe necessita do seu …

A História de Mushkil Gushá

Era uma vez, a menos de mil milhas daqui, um pobre lenhador viúvo, que vivia com sua pequena filha. Todos os dias costumava ir às montanhas cortar lenha, que levava para casa e atava em feixes. Depois da primeira refeição, caminhava até o povoado mais próximo, onde vendia a lenha e descansava um pouco antes de voltar para casa. Um dia, ao chegar em casa, já muito tarde, a menina lhe disse:
- Pai, de vez em quando gostaria de ter uma comida melhor, em maior quantidade e mais variada.


- Está bem, minha filha, amanhã levantarei mais cedo do que de costume, irei mais alto nas montanhas, onde há mais lenha, e trarei uma quantidade maior do que a habitual. Voltarei mais cedo para casa, atarei os feixes mais depressa e irei logo ao povoado vendê-los para conseguirmos mais dinheiro. E lhe trarei uma porção de coisas deliciosas.


Na manhã seguinte, o lenhador levantou-se antes da aurora e partiu para as montanhas. Trabalhou arduamente cortando lenha e fez um feixe enorme, que carregou nos ombros …