sexta-feira, 27 de março de 2009

Que exótico


N
asrudin estava certa vez roubando pêssegos num pomar, quando se aproximou o jardineiro. Imediatamente Nasrudin subiu em uma árvore. Quando o homem lhe pergunou o que estava fazendo, Nasrudin respondeu: 

"Cantando, cantando, eu sou um rouxinol"

O jardineiro convidou-o então a cantar, mas surpreendeu-se ao ouvir os sons horrivelmente desafinados produzidos pelo Mullá.   

"Não se parece com nenhum rouxinol que eu tenha ouvido", disse ele sorrindo.

"Então, obviamente você não costuma viajar", replicou Nasrudin com altivez. "Eu escolhi a melodia de um rouxinol raríssimo e exótico."


 

quinta-feira, 19 de março de 2009

Identidade enganosa

Mullá Nasrudin estava muito doente e todos pensavam que ele iria morrer.

Sua mulher vestia roupas de luto e pôs-se a chorar e a lamentar-se.

Já o Nasrudin permanecia imperturbável.

"Mullá, como é isso de enfrentar a morte com tanta calma, até rindo de vez em quando, enquanto nós, que não vamos morrer, estamos atormentados por você nos deixar?"

"Muito simples, enquanto estou deitado, observando todos vocês, eu digo a mim mesmo, todos eles tem um aspecto tão pavoroso, que estou quase certo de que o anjo da morte, quando vier fazer sua visita, levará por engano, no mínimo um deles como presa, me deixando por aqui mais um bocadinho..."  

quinta-feira, 12 de março de 2009

Psicologia

Nasrudin procurou um psiquiatra.

"Meu problema é aque não consigo lembrar de nada", disse.

"Quando é que isso começou?", perguntou o médico.

"Isso o que?".
  

quinta-feira, 5 de março de 2009

blogagem coletiva


"Devo fazer frente a três desgraças, cada uma pior que a precedente."

"Qual é a primeira? ", lhe pergutaram.

"A verdade abandonou meu coração."

"E a segunda, ainda mais grave que essa?"

"A mentira ocupou o lugar que ficou vazio."

"E a terceira dessas desgraças, a mais terrível" 

"Ah essa! Pois que já não experimento nenhuma dor nesta situação, nem o menor desejo de buscar-lhe o remédio". 

Este texto é atribuido ao meu amigo e contemporâneo (Attar, Mestre Sufi do século XII).

O HOMEM CUJA HISTÓRIA ERA INESPLICÁVEL

Era uma vez um homem chamado Mojud. Ele vivia numa cidade onde havia conseguido um emprego como pequeno funcionário público, e tudo levava...