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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

A História de Yunus Emré.

Yunus Emré, em tempos muito antigos, inventou cantos mais duráveis que a memória de sua própria vida. Foi também um incansável buscador da verdade. Aos vinte e oito anos, ou talvez mais jovens ainda, veio-lhe ao coração uma avidez pelo conhecimento que o levou pelos caminhos do mundo.
Ele partiu na esperança de que esta sede de saber o conduzisse a um mestre que o iluminasse. Esse mestre foi-lhe dado encontrar depois de dez anos de errância miserável, no grande vento de uma colina, em plena estepe da Anatólia. Chamava-se Taptuk e era cego.

Taptuk também havia viajado muito, mas por caminhos diferentes dos de Yunus. Adolescente ainda, raspou sua cabeça e sobrancelhas e vestindo um gorro de feltro vermelho foi combater invasores mongóis. Atravessou tantas derrotas quanto efêmeras vitórias. Cavalgou com o sabre entre os dentes, perseguindo homens tão loucos quanto ele.

Odiou, pilhou, matou, cem vezes perdeu e encontrou sua alma no furor dos combates, até que finalmente o silêncio se abateu…

O Cavalo Mágico

Era uma vez, não faz muito tempo, um reino cujos habitantes eram extremamente prósperos. Tinham feito toda espécie de descobertas a respeito do crescimento das plantas, da colheita e da conservação de frutos, da manufatura de objetos para vender a outros países, e de muitas outras artes práticas.
Seu soberano era possuidor de uma sabedoria incomum. Incentivava novas descobertas e toda espécie de atividades, pois sabia das vantagens que traziam para seus súditos.
O rei tinha um filho chamado Hoshyar, perito no uso de estranhos aparelhos, e outro chamado Tambal, sonhador, que parecia estar interessado somente naquelas coisas que o povo achava de pouco valor.
De tempos em tempos, o rei Mumkin, assim se chamava o soberano, mandava arautos divulgar que:
"Todos aqueles que tiverem invenções notáveis e artefatos úteis, levem-nos ao palácio, onde serão examinados, de modo que seus inventores sejam devidamente recompensados".
Acontece que naquele país havia dois homens, um ferreiro e um m…