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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

O filho do contador de histórias

Era uma vez um contador de histórias que pertencia a uma antiga linhagem de bardos, cuja tradição era preservar e relatar histórias de tempos remotos.
Ele tinha orgulho de sua antiga linhagem, da extensão de seu repertório e do grau de sabedoria que havia em seus contos, usados como indicadores do presente, como registros do passado e como alusões tanto das coisas do mundo dos sentidos, quanto das do mundo que existe além das aparências.
Na corte existiam também outros especialistas de todos os tipos, como é útil e natural. Havia chefes militares, cortesãos, conselheiros e embaixadores; haviam engenheiros especializados em construção e demolição, homens religiosos e de outros tipos de sabedoria: em resumo, havia pessoas de todos os tipos e condições e cada uma delas se julgava melhor do que todas as outras.
Um dia, quando houve uma longa disputa a respeito da precedência entre esses dignos personagens, a única conclusão a que puderam chegar foi que de todos eles, o contador de histórias …

Deus é mais forte

Ibotity tinha subido numa arvore quando o vento soprou; a árvore se partiu, Ibotity caiu e quebrou a perna.


"A árvore é forte porque quebrou minha perna", disse.


"O vento é mais forte do que eu", disse a árvore. 


Mas o vento disse que a colina era mais forte, já que ela podia parar o vento. Ibotity, é claro, pensou que a força estava na colina, porque ela podia parar o vento, o vento que partiu a árvore que quebrou sua perna.


"Não", disse a colina, enquanto explicava que o rato era mais forte, porque podia esburacar a colina.


"Eu posso ser morto pelo gato", contestou o rato. 


E assim, Ibotity pensou que o gato deveria ser o mais forte 


"De jeito nenhum", disse o gato, explicando que podia ser apanhado por uma corda.


Ibotity achou que a corda devia ser a coisa mais forte A corda, porém, explicou que podia ser cortada pelo ferro. Portanto, o ferro era mais forte. O ferro por sua vez, negou ser o mais forte, já que podia ser derretido pelo fogo.


I…

O valor de um tesouro escondido

Vivia na China um sacerdote rico e avarento. Amava jóias e as colecionava, acrescentando constantemente  novas peças ao seu maravilhoso tesouro escondido, que guardava a sete chaves, oculto de olhos que não fossem os seus.

O Sacerdote tinha um amigo, que um dia o visitou e manifestou interesse em ver as jóias.

"Seria um prazer tirá-las do esconderijo, assim  eu poderia olhá-las também".  

A coleção foi trazida e os dois deleitaram os olhos com o tesouro maravilhoso por longo tempo, perdidos em admiração.

Quando chegou o momento de partir, o convidado disse: "Obrigado por me dar o tesouro".


"Não me agradeça por uma coisa que você não recebeu", disse o sacerdote. "Como não lhe dei as jóias, elas não são suas, absolutamente".


"Como você sabe", respondeu o amigo, "senti tanto prazer admirando os tesouros quanto você, por isso não há essa diferença entre nós como pensa. Só que os gastos e o problema de encontrar, comprar e cuidar das jóia…