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Mostrando postagens de Abril, 2010

QUEM SOU EU?

Depois de uma longa viagem, Nasrudin deu de cara com uma turbulenta multidão em uma grande cidade. Nunca havia visto um lugar tão grande e lhe confundiam a cabeça todas aquelas pessoas amontoadas pelas ruas.
“Num lugar assim”, refletia Nasrudin consigo mesmo, “fico imaginando como é que as pessoas fazem para não se perderem de si mesmas, para saberem quem são”.
Então, pensou: “Devo recordar-me bem de mim, caso contrário poderia perder-me de mim mesmo”. Mais que depressa, procurou uma hospedaria.

Um sujeito brincalhão estava acomodado numa cama próxima àquela reservada a Nasrudin.
O Mullá pensou em fazer a sesta, mas estava diante de um problema: como encontrar novamente a si mesmo ao acordar.Confidenciou seu problema ao vizinho.
“Muito simples”, disse o tal brincalhão. “Aqui tem um balão. Basta amarrá-lo na sua perna e ir dormir. Quando acordar, procure o homem com o balão e esse homem será você.”
“Excelente idéia”,
disse Nasrudin.
Algumas horas depois, o Mullá acordou. Procurou o balão e o…

O IDIOTA E O CAMELO

Certa vez um idiota se pôs a olhar um camelo que passava e então lhe disse:

"Sua aparência é incrível. A que se deve essa figura torta?"


"A julgar pela impressão que lhe causei, você atribui uma falha àquele que modelou a forma. Atente para isto! Não encare meu aspecto torcido como uma falha".


E o camelo prosseguiu assim:


"Afaste-se de minha presença pelo caminho mais curto. Meu aspecto é este porque cumpre certa função; por uma razão determinada. O arco necessita de uma parte curva, tanto como da reta".


E concluiu :


"Dê o fora, tolo! A percepção do burro corre lado a lado com a natureza do asno".




Maulana Majudud, conhecido como Hakim Sanai, o iluminado, sábio revivificante de Ghanzna, escreveu amplamente sobre o fato de como são pouco merecedoras de confiança as impressões subjetivas e os julgamentos condicionados.


Uma de suas sentenças era a seguinte: " No deformador espelho de vossa mente pode acontecer que um anjo pareça ter a face de um demôni…

O FATOR UNIDADE

"Havia um velho homem que tinha sete filhos e lhes ordenou que o encontrassem uma certa noite em sua casa e que cada um trouxesse um bastão de trinta centímetros de comprimento e um dedo de espessura. Então todos vieram com seus bastões e o velho tinha um na sua mesa e o pegou e disse: "Agora vejam" e quebrou o bastão, depois disse a seus filhos: "Dêem-me seus bastões". Então, ele os colocou juntos e não pode quebra-los."

Extraído do livro: O fator Unidade, conversas com Omar Ali Shah