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Mostrando postagens de 2011

Maracá curumin

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WdMuuOtabBQ#!

Nasci nesse rio
Foi o canto das águas
Que me fez cantador
Iara mãe d`'agua na cachoeira
Me ensinou como se canta amor
Passarada cantarola maracá já sai da toca
Que amanhã surgiu
Clareou lusil
Feriu boto na tocaia levou ferrão de arraia
Na beira do rio
Pescador sumiu
Lá da mata vem um grito
Indio tá aflito
Salve o indio que é voce
Indio quer viver
Carajás e Guajajaras
Ianomamis Amazônia nossa mãe gentil
Tocantins Brasil
Te tocantins Brasil
Te toca antes Brasil
Passarada cantarola maracá já sai da toca...

(Carlinhos Veloz)
One day Mullah Nasruddin wished to learn playing zurna (a kind off shrill pipe) and visited a zurna player.

"How much does it cost to learn playing zurna? asked Mullah Nasruddin".

"Three hundred akche (coin) for the first lesson and one hundred akche for the next lessons, asked zurna player".

"It sounds good, replied Mullah Nasruddin. We may start with second lesson. I was a shepherd when I was a young boy, so I already had some whistle experiences. It must be good enough for first lesson, isn't it?".

CARREGANDO O PASSADO

Dois monges Zen, Kanzã e Ekidô caminhavam por uma estrada em direção a um mosteiro muito distante. Naquele dia tinha acontecido um forte temporal e pela estrada por onde viajavam havia muita lama.


Estavam próximos a uma aldeia quando perceberam uma linda jovem tentando atravessar a estrada, porém a água e a lama dificultava a sua travessia. Tudo indicava que ela não queria estragar o seu quimono de seda. 


Imediatamente Kanzã pegou a jovem no colo e a carregou para o outro lado da estrada.


Depois deste incidente, os dois monges prosseguiram em sua caminhada. Mantiveram-se em silêncio por todo o percurso. Quando já estavam se aproximando do templo onde passariam a noite, após um longo dia de caminhada, Ekidô, demonstrando grande ansiedade, não conseguindo mais se conter e perguntou:


“Kanzã, Por que você carregou aquela jovem no colo para o outro lado da estrada? Nós, monges, não deveríamos fazer esse tipo de coisa.”


Kanzã respondeu com outra pergunta:


“Faz horas que coloquei aquela jovem no c…

AS LONGAS COLHERES

Era uma vez, num reino não muito distante daqui, havia um rei que era famoso tanto por sua majestade como por sua fantasia meio excêntrica.
Um dia ele mandou anunciar por toda parte que daria a maior e mais bela festa de seu reino. Toda a corte e todos os amigos do rei foram convidados.
Os convidados, vestidos nos mais ricos trajes, chegaram ao palácio, que resplandecia com todas as suas luzes.
As apresentações transcorreram segundo o protocolo, e os espetáculos começaram: dançarinos de todos os países se sucediam a estranhos jogos e aos divertimentos mais refinados.
Tudo, até o mínimo detalhe, era só esplendor. E todos os convidados admiravam fascinados e proclamavam a magnificência do rei.
Entretanto, apesar da primorosa organização da festa, os convidados começaram a perceber que a arte da mesa não estava representada em parte alguma.
Não se podia encontrar nada para acalmar a fome que todos sentiam mais duramente à medida que as horas passavam. Essa falta logo se tornou incontrolável. J…

A ILHA DESERTA

Certa vez um homem muito rico, de natureza boa e generosa, queria que seu escravo fosse feliz. Para isso lhe deu a liberdade e um navio carregado de mercadorias.

"Agora você está livre", disse o homem. "Vá e venda esses produtos em diversos países e tudo o que conseguir por eles será seu".
O escravo liberto embarcou no navio e viajou através do imenso oceano.Não havia viajado muito tempo quando caiu uma tempestade. O barco foi arremessado violentamente contra os rochedos e se fez em pedaços; tudo o que havia a bordo se perdeu. Somente o ex-escravo conseguiu se salvar, porque, a nado, pode alcançar a praia de uma ilha próxima. Triste, abatido e só, nu e sem nada, o ex-escravo caminhou até chegar a uma cidade grande e bonita.
Muita gente se aproximou para recebê-lo, gritando:
"Bem-vindo, Bem-vindo! Longa vida ao rei!"
Trouxeram uma rica carruagem, onde o colocaram e escoltaram-no até um magnífico palácio. Lá muitos servos se reuniram ao seu redor, vestiram-no co…

Deus é Mais Forte

Ibotity tinha subido numa árvore quando o vento soprou a árvore; a árvore se partiu, Ibotity caiu e quebrou a perna.
“A árvore é forte porque quebrou minha perna”, disse.
“O vento é mais forte do que eu”, disse a árvore.
Mas o vento disse que a colina era mais forte, já que ela podia parar o vento. Ibotity, é claro, pensou que a força estava na colina, porque ela podia parar o vento, o vento que partiu a árvore, a árvore que quebrou sua perna.
“Não”, disse a colina, enquanto explicava que o rato era mais forte, porque podia esburacar a colina.
“Eu posso ser morto pelo gato”, contestou o rato.
E assim Ibotity pensou que o gato deveria ser o mais forte.
“De jeito nenhum”, disse o gato, explicando que poderia ser apanhado por uma corda.
Ibotity achou que a corda devia ser a coisa mais forte. A corda, porém, explicou que podia ser cortada pelo ferro. Portanto o ferro era mais forte. O ferro, por sua vez, negou ser o mais forte, já que podia ser derretido pelo fogo.
Ibotity então pensou que o fogo …

O Ermitão

Durante o reinado do rei Mabdar viveu na Babilônia um jovem chamado Zadig. Era formoso, rico e naturalmente de bom coração. No momento em que esta história começa, ele estava viajando a pé para ver o mundo e aprender filosofia e sabedoria. Mas até esse momento tinha encontrado tanta miséria e suportado tantos e terríveis desastres que estava tentado a rebelar-se contra a vontade do céu e acreditar que a Providência, que rege o mundo, desdenhava o Bem e permitia que o Mal prosperasse. Neste triste estado de espírito estava ele caminhando um dia às margens do Eufrates. Por casualidade, encontrou um venerável ermitão cuja barba, branca como a neve, descia até a cintura. Em sua mão o ancião levava um rolo de pergaminho que lia com atenção. Zadig parou e fez-lhe uma reverência. O ermitão devolveu-lhe a saudação com um ar tão bondoso e tão nobre que Zadig sentiu curiosidade de falar com ele. Perguntou-lhe então o que ele estava lendo: “É o Livro do Destino”, Disse o ermitão. “Você gostaria de…

Oração da Luz

Ó Deus, dai-me Luz em meu coração
e Luz em meu túmulo.
Luz quando escuto e Luz quando estou vendo,
Luz na minha pele,
Luz no meu cabelo,
Luz na minha carne e Luz nos meus ossos,
Luz diante de mim; Luz detrás de mim,
Luz à minha direita; Luz à minha esquerda
Luz acima de mim, Luz debaixo de mim.
Ó Deus, fazei crescer munha luz
e dai-me a grande Luz do todo.
Ó Tu, Misericordioso, dai-me Luz.
Ó Tu o Mais Compassivo.
Ó, Cheio de Graça.

No dia do meu funeral

No dia em que levarem meu corpo morto
não penses que meu coração ficará neste mundo.
Não chores por mim, nada de gritos e lamentações
lembra que a tristeza é mais uma cilada do demônio.

Ao ver o cortejo passar, não grites: ‘ele se foi’
Para mim, esse será o momento do reencontro.
E quando me descerem ao túmulo, não digas: ‘adeus’
A sepultura é o véu diante da reunião no paraíso.

Ante a visão do corpo que desce
pensa em minha ascensão.
Que há de errado com o declínio do sol e da lua?
O que te parece declínio, é tão somente alvorada.

E ainda que o túmulo te pareça uma prisão,
e é ele que liberta a alma.
Toda semente que penetra na terra, germina.
Assim também há de crescer a semente do homem.

O balde só se enche de água
se desce ao fundo do poço.
Por que deveria José do Egito
reclamar do poço em que foi atirado?

Fecha a tua boca deste lado
e abre-a mais além.
Tua canção triunfará
no alento do não-lugar.

Extraído do livro: Poemas Místicos - Jalaludin RUMI (1207 – 1273)

O Diabo e a Velha

Era uma vez uma velha mulher que se dirigia do campo a cidade de Amam para visitar seu neto. Era verão, e no encalorado e poeirente caminho encontrou-se com um homem de semblante cansado e ao mesmo tempo sinistro, que se cobria com um capote negro.
"Bom dia", disse a mulher, porque não tinha nada melhor para falar e as pessoas do campo sempre se cumprimentam entre si.
"E um mau dia para a senhora!", respondeu o homem.
"Que modo bem educado de se falar com as pessoas"! Disse a velha senhora. "Que tipo de homem é você para falar assim aos filhos de Adão?".
"Eu sou Lúcifer! E odeio os descendentes de Adão".
A velha mulher não ficou nem um pouco assustada.
"E por que você está a caminho da cidade grande?" - perguntou a velha.
"Oh, tem muitas coisas que posso fazer num lugar assim". Disse o diabo.
"Você não parece tão diabo assim e creio que posso igualar qualquer coisa que você faça, a qualquer hora".
"Muito bem, …